
A avaliação social de projetos se fundamenta na economia do bem-estar, cuja finalidade é maximizar o bem-estar coletivo através de decisões eficientes na alocação de recursos públicos e privados.
Fundamentos Econômicos
A economia do bem-estar fornece o marco teórico que justifica a intervenção do Estado para corrigir falhas de mercado e garantir a eficiência e equidade na distribuição de recursos. O instrumento central neste contexto é a análise custo-benefício (ACB), que permite comparar os custos e os benefícios sociais de um projeto, medidos em termos de bem-estar agregado.
Avaliação Financeira x Avaliação Econômica
A avaliação financeira considera apenas os fluxos de caixa do investidor ou entidade promotora, focando na rentabilidade privada do projeto. Já a avaliação econômica ou social amplia a análise, incorporando todos os efeitos positivos e negativos que o projeto gera para a sociedade como um todo — sejam eles monetários ou não monetários.
Crescimento Econômico e Investimento
A teoria econômica reconhece que o investimento é uma alavanca fundamental do crescimento econômico. A avaliação social contribui ao orientar a alocação eficiente do investimento público e privado, assegurando que os projetos selecionados maximizem o impacto positivo sobre o desenvolvimento social e econômico.
Excedente do Consumidor
O excedente do consumidor é uma medida do bem-estar dos indivíduos, representando a diferença entre o que estão dispostos a pagar por um bem ou serviço e o que realmente pagam. Em avaliação social, este conceito é fundamental para estimar os benefícios que um projeto pode gerar, especialmente em setores como saúde, educação e infraestrutura pública.
